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25 anos do Laboratório ThoMSon

 
Público no Centro de Convenções
 
A espectrometria de massas está em diversas áreas do conhecimento, de alimentos a petróleo, e da bioquímica à medicina. Grande parte dessa história começou na Unicamp há 25 anos, comemorada nesta terça-feira (1) no Centro de Convenções da Universidade, com o aniversário do Laboratório ThoMSon, cuja sede fica no Instituto de Química (IQ), sob a responsabilidade do docente Marcos Eberlin. Na cerimônia de abertura do evento, a pró-reitora Gláucia Maria Pastore, da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP), e o professor Eberlin relembraram parte da história desse laboratório.

A espectrometria de massas é uma técnica de caracterização molecular multidisciplinar. Segundo Eberlin, há 25 anos, existiam poucos trabalhos na área. No IQ, havia só um equipamento e não havia um laboratório de pesquisa nessa linha. Ao voltar do seu pós-doutorado, o professor começou a desenvolver essa técnica nos porões do IQ. “Montamos o Laboratório ThoMSon de Espectrometria de Massas do nada (ex-nihilo). Aos poucos, o laboratório passou a agregar equipamentos, colaboradores e hoje são 25 anos de grandes realizações. Estamos exportando espectrometristas de massas de alta qualidade”, afirmou. 



Outra característica do Laboratório é que ele tem renomados parceiros e tem suas portas abertas para os pesquisadores. "Também temos o privilégio de contar com o apoio de órgãos de fomento à pesquisa que estão abrindo seus projetos de infra-estrutura, permitindo captação de equipamentos. Temos uma coleção de mais de uma dúzia de espectrômetros de massas dos mais avançados na área. Isso tem possibilitado fazer pesquisa de ponta. São mais de 200 alunos que já passaram pelo laboratório e cerca de 50 pesquisadores no momento. É um dos maiores grupos de pesquisa do país", disse ele.

De acordo com Gláucia Pastore, esse laboratório e o IQ são um orgulho para a Unicamp. “Não é fácil partir do nada e transformar isso num grande centro de divulgação de novas técnicas, de aprimoramento, de conhecimento. Esse é um esforço grandioso. O grupo de Eberlin é hoje um dos mais citados na literatura mundial”, recordou. 



Para a pró-reitora, "hoje não se caminha para lugar nenhum sem a espectrometria de massas, área que tem gerado grande interesse e que tem um séquito de seguidores. Essa técnica está em pesquisas inclusive do Zika Virus, da dengue e outras mais. Tudo passa por ela. Até pouco tempo, a preocupação eram as vitaminas, proteínas, mas o gargalo da área de alimentos funcionais, por exemplo, está em identificar sinalizadores, descoberta que não se faz sem a via da espectrometria de massas. Em nome da PRP e da Unicamp, parabéns a todos vocês que ajudaram a construir essa linda história”, finalizou Gláucia Pastore. Ouça uma entrevista recente de Eberlin para o Programa Conexão Ciência da Radioweb Unicamp.