Monitorar a vida útil de uma bateria de íon-lítio sem precisar desmontá-la. Essa é a perspectiva aberta por um estudo publicado em maio por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e colaboradores na revista Cell Reports Physical Science.
Financiado pela FAPESP por meio de três projetos, o trabalho foi coordenado por Raphael Nagao, professor do Instituto de Química (IQ) da Unicamp. O primeiro autor é o doutorando Eduardo Parma, orientado por Nagao.
“As oscilações revelam características da nanoestrutura dos eletrodos e da velocidade com que os íons de lítio se deslocam de um eletrodo a outro. Essa relação poderá servir de base para métodos simples e baratos de monitoramento do envelhecimento e do estado de saúde das baterias”, diz Parma. “O objetivo é aproveitar esse comportamento espontâneo para extrair informações que normalmente são muito difíceis de acessar”, acrescenta Nagao.
Fonte: Agência FAPESP

